27/04/2026 às 19:56
Quase quinhentas operações de transferência de recursos de contas da prefeitura de Joaçaba para uma conta de pessoa física ocorreram entre 2017 a dezembro de 2025, quando a fraude foi apontada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina. A informação foi noticiada pela Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI da Prefeitura, instaurada na Câmara de Vereadores de Joaçaba.
Os membros da CPI, Diego Bairros (presidente), Jean Calza (relator) e Ricardo Menezes (relator) realizaram mais uma sessão para oitiva de testemunhas na tarde desta segunda-feira (27), quando ouviram funcionários de instituições bancárias onde a prefeitura de Joaçaba mantém contas, nas quais foram encontrados registros de desvio de recursos públicos. Questionado se a movimentação bancária do tesoureiro da prefeitura - investigado no caso -, Enzo Del Antônio, gerente de pessoa física no Banco do Brasil de Herval d’ Oeste, que prestava atendimento ao investigado no processo na condição de cliente da instituição como pessoa física, disse que nunca observou movimentações que despertassem suspeitas.
A CPI ouviu ainda Marcelo Andreola, gerente de municípios junto ao Banco do Brasil e, Sirlene Aparecida Carelli, assistente de varejo a pessoa física da Caixa Econômica Federal. Também, a diretora do setor de Controle Interno da prefeitura de Joaçaba, Sônia Borchers. Basicamente, os questionamentos se deram em relação as formas de acesso as contas bancárias e mecanismos de controle.
Embora ainda não existam dados exatos sobre os valores desviados, sabe-se até o momento que a soma ultrapassa 2 milhões de reais. Já as transferências entre as contas somam 457 operações no período que está sendo investigado. O servidor investigado, no entanto, possui mais de 30 anos de atuação junto à prefeitura. Para os integrantes da CPI, de acordo com os depoimentos colhidos até agora, sendo todos na condição de testemunhas, fica evidente a existência de diversas falhas nos processos administrativos que possibilitaram a fraude.
Entenda o caso
O processo de investigação de desvio de recursos foi apontado pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina em dezembro de 2025. O tesoureiro logo foi exonerado da função. O caso está sendo investigado pelo próprio TCE/SC, pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e agora também pelo Poder Legislativo através da CPI.
/ Câmara de Vereadores de Joaçaba
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