11/05/2026 às 20:06
Tanto o atual prefeito de Joaçaba, Vilson Sartori, como o ex-prefeito por dois mandatos (2017-2024) Dioclésio Ragnini, foram enfáticos ao afirmar que nunca criaram ou receberam senhas já implantadas junto as duas instituições bancárias nas quais houveram desvios de recursos públicos da prefeitura. As afirmações de ambos foram feitas na tarde desta segunda-feira (11), em depoimentos prestados à Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI da Prefeitura, conduzida pela Casa Legislativa pelos vereadores Jean Calza, Diego Bairros e Ricardo Menezes. Desta forma, tanto Sartori quanto Ragnini voltam seus questionamentos aos bancos, neste caso, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, sobre a forma como o então tesoureiro investigado obtinha poderes para criar e gerenciar senhas em seus nomes, as quais ele utilizava para fazer a transferência de recursos públicos da prefeitura para contas pessoais. Além dos citados, a CPI ouviu nesta segunda também o ex-secretário de Finanças e atual vice-prefeito Jorge Dresch.
Sartori disse que “um conjunto de práticas que não foram feitas possibilitaram os desvios de recursos, tanto no Executivo como nos bancos” e, que aguarda informações sobre o destino dos recursos desviados para que os mesmos possam retornar aos cofres públicos. Já Ragnini afirmou que, após a denúncia e o início das investigações, ele mesmo passou horas analisando documentos e disse estar absolutamente surpreso pelo fato dos responsáveis pela contabilidade da prefeitura e demais setores que poderiam ter observado os desvios, conseguirem ‘fechar’ as contas sem que as fraudes fossem descobertas.
Valores desviados superam quatro milhões
A prefeitura de Joaçaba foi informada pelo Tribunal de Contas de SC, em dezembro de 2025, de que as fraudes estariam ocorrendo através do setor da Tesouraria. Tão logo, o então servidor, com quase 30 anos de serviços prestados ao município, muitos deles como tesoureiro, foi exonerado. As investigações que estão em andamento pelo próprio Tribunal de Contas, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público ocorrem entre os anos de 2017 a dezembro de 2025, período no qual já se sabe que os valores retirados das contas públicas e depositados em contas pessoais é superior a quatro milhões de reais.
Os trabalhos da CPI serão retomados no dia 08 de junho. Até lá, os três vereadores que integram à Comissão irão analisar documentos e iniciar o relatório final.
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